Primeiro-ministro paquistanês reúne-se com FMI e segue discutindo ajuda do fundo

ISLAMABAD (Reuters) – A chefe do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, usou uma reunião, neste domingo, com o primeiro-ministro paquistanês Imran Khan para reiterar apelos por reformas na economia do país, mas não houve sinais de acordo de um pacote de resgate. 

O Paquistão busca o que seria seu 13º resgate do FMI desde o fim dos anos oitenta, mas o acordo tem sido travado por diferenças sobre exigências que o governo de Khan teme que afetariam o crescimento.

Enquanto essas conversas continuam, o Paquistão levantou mais de US$ 10 bilhões em empréstimos e créditos da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes e da China para tentar diminuir o peso das suas decrescentes reservas monetárias.

Lagarde afirmou que sua reunião com Khan, durante a Cúpula do Governo Mundial, em Dubai, foi “boa e construtiva” e reiterou que a vontade do FMI de ajudar. 

“Também sublinhei que políticas decisivas e um forte pacote de reformas econômicas permitiriam que o Paquistão restaurasse a resiliência da sua econômica e estabeleceriam as fundações para um crescimento forte e inclusive”, disse ela, em um comunicado. 

O crescimento do Paquistão deve desacelerar de 5,2% este ano para por volta de 4% em 2019, com um déficit orçamentário próximo a 7% do produto interno bruto e uma iminente crise na balança de pagamentos.

O FMI advoga reformas estruturais na economia do Paquistão, que tem sofrido para desenvolver seu setor de manufatura e fortalecer as exportações, apesar de uma queda profunda na sua moeda ao longo do último ano.

Oficials paquistaneses disseram que estão preocupados que condições rígidas do FMI poderiam restringir as perspectivas de crescimento. 

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