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Morgan Howen

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Ainda sem registro de vacina, Doria anuncia imunização contra Covid em SP a partir de 25 de janeiro

SÃO PAULO (Reuters) – Embora a CoronaVac não tenha sequer um pedido de registro no Brasil, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta segunda-feira que a vacina da chinesa Sinovac, que está sendo testada e produzida pelo Instituto Butantan, começará a ser aplicada no Estado em 25 de janeiro, com prioridade para pessoas com mais de 60 anos e profissionais de saúde.

Doria, que tem antagonizado com o presidente Jair Bolsonaro no tema da vacinação contra a Covid-19, também anunciou em entrevista coletiva que serão disponibilizadas 4 milhões de doses para outros Estados, e que todas as pessoas que estiverem em território paulista e quiserem receberão a vacina, sem necessidade de comprovar residência no Estado.

“No dia 25 de janeiro São Paulo começa a vacinar todos os brasileiros que estiverem dentro do Programa Estadual de Imunização que foi aqui apresentado”, disse Doria no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo. Ele voltou a criticar o plano de vacinação do Ministério da Saúde, que prevê o início da aplicação de imunizantes que estejam aprovados em março.

“Nós não vamos perder mais vidas se podemos salvar vidas. Não há razão para isso”, afirmou o governador, que disse ainda que Bolsonaro não tem compaixão e abandonou os brasileiros em meio à pandemia.

O Instituto Butantan, que já recebeu 1,12 milhão de doses da CoronaVac e espera ter até meados de janeiro 46 milhões de doses, ainda não anunciou dados de eficácia da candidata a vacina, o que deve ser feito até o dia 15 deste mês.

Sem a comprovação científica do grau de eficácia da vacina após testes em estágio avançado, de Fase 3, tampouco existe no momento um pedido de registro da CoronaVac junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Também presente na entrevista coletiva, o presidente do Butantan, Dimas Covas, reconheceu que a data de 25 de janeiro para o início da campanha de vacinação contra a Covid-19 é uma possibilidade que depende do registro junto à Anvisa, embora tenha dito ser muito provável que a data se concretize.

“Nós estamos num processo não só de produção da vacina, como também nós estamos no procedimento de terminar a fase de avaliação de eficácia do estudo clínico, bem como da avaliação da fábrica da Sinovac lá na China. Então são esses três elementos que vão compor o registro da vacina. Essa data de 25 de janeiro é compatível com esses três elementos que eu acabei de mencionar”, disse o presidente do Butantan.

“É uma data inicial, mas com grande probabilidade de acontecer exatamente como previsto, já com base nos dados da realidade”, acrescentou.

PRIORIDADES

De acordo com o plano apresentado, inicialmente devem ser vacinadas em São Paulo 9 milhões de pessoas, sendo 7,5 milhões de idosos com mais de 60 anos e 1,5 milhão de profissionais de saúde, indígenas e quilombolas — público que responde por 77% das mortes por Covid-19 no Estado, de acordo com a Secretaria de Saúde.

A primeira etapa da vacinação, feita com a aplicação de duas doses, deve ocorrer entre 25 de janeiro e 28 de março, com escalonamento por faixa etária. A previsão é de intervalo de 21 dias entre a aplicação das duas doses, de acordo com as autoridades de saúde paulistas.

O número de postos de vacinação deverá ser ampliado dos 5.200 atuais para 10.000 em todo o Estado, com inclusão de farmácias credenciadas, quarteis da Polícia Militar, escolas, além de estações de trem e terminais de ônibus. O plano prevê a mobilização de 54 mil profissionais de saúde na campanha de vacinação.

Edição de Pedro Fonseca

Venceslau Editor

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