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Morgan Howen

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Conselheiro da Itália apela por lockdown e mortes se aproximam de níveis de guerra

ROMA (Reuters) – Um conselheiro do Ministério da Saúde da Itália pediu que as restrições contra o coronavírus sejam endurecidas drasticamente para evitar uma “tragédia nacional” depois que o escritório nacional de estatísticas Istat disse que as mortes deste ano serão as mais elevadas desde a Segunda Guerra Mundial.

“Estamos em uma situação de guerra, as pessoas não percebem, mas da última vez em que tivemos tantas mortes assim, bombas estavam caindo em nossas cidades durante a guerra”, disse o professor de saúde pública Walter Ricciardi ao canal de televisão la7 na noite de terça-feira.

Ricciardi, conselheiro do ministro da Saúde, Roberto Speranza, disse que o governo, que está cogitando restrições mais severas nos feriados de Natal e Ano Novo, deveria impor um lockdown total nas maiores cidades.

Em uma entrevista para o diário La Stampa nesta quarta-feira, ele disse que Roma tem estado “constantemente atrasada” na reação à segunda onda do vírus.

A Itália relatou 846 mortes de Covid-19 na terça-feira, o que elevou o total oficial a 65.857, a quinta maior taxa do mundo.

Como em muitos outros países, este total é visto amplamente como um número subestimado, porque muitas pessoas que morreram de Covid-19 durante a primeira onda nunca fizeram exames de detecção do vírus.

O chefe do Istat, Carlo Blangiardo, disse na terça-feira que o número geral de mortes do país deste ano passará de 700 mil – em 2019 foram 647 mil.

“A última vez em que algo assim aconteceu foi em 1944, quando estávamos no auge da Segunda Guerra Mundial”, disse ele à TV RAI.

Ainda na terça-feira, o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, fez um apelo aos italianos a evitarem encontros “irresponsáveis” nas festas de fim de ano e disse que o governo pode fazer alguns “pequenos ajustes” em suas restrições atuais.

Mas Ricciardi disse ao La Stampa que isto não basta.

“A Holanda se fechou com metade de nossas mortes, a Alemanha se fechou com um terço delas —não entendo esta hesitação. Se não adotarmos medidas adequadas, estamos a caminho de uma tragédia nacional”.

Por Gavin Jones e Stefano Bernabei

Venceslau Editor

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