Decotelli pede demissão 5 dias após ser indicado para o MEC

Indicado para assumir o Ministério da Educação na última quinta-feira (25), Carlos Alberto Decotelli deixou o governo nesta terça (30). Durante a tarde, ele entregou uma carta de demissão ao Palácio do Planalto, e o pedido foi aceito pelo presidente Jair Bolsonaro.

Desde que foi anunciado pelo presidente para assumir o posto deixado por Abraham Weintraub, Decotelli protagonizou uma série de polêmicas envolvendo informações inconsistentes em seu currículo. Já no dia seguinte ao anúncio, seu título de doutor foi questionado por Franco Bartolacci, reitor da Universidade Nacional de Rosário. “Cursou o doutorado, mas não o concluiu, pois lhe falta a aprovação da tese. Portanto, ele não é doutor pela Universidade Nacional de Rosário, como chegou a se afirmar.”

Em seguida, ele atualizou seu currículo na plataforma lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e passou a declarar que teve “créditos concluídos” no curso de doutorado, em 2009. No campo relacionado ao orientador, o agora ex-ministro assinalou: “Sem defesa de tese”.

No sábado (27), sua dissertação de mestrado foi colocada sob suspeita após o economista Thomas Conti apontar possíveis indícios de cópia no trabalho, de 2008. Ele citou trechos na dissertação idênticos a um relatório do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O pós-doutorado na Alemanha também passou a ser debatido após a universidade fornecer informações diferentes das que constam no currículo.

Por fim, nesta terça (30), a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que Decotelli não foi pesquisador nem professor efetivo da instituição, negando mais uma afirmação.

“O Prof. Decotelli cursou mestrado na FGV, concluído em 2008. Assim, qualquer informação a respeito demandará acesso a arquivos físicos da época pelos respectivos orientadores responsáveis. Quanto aos cursos de doutorado e pós-doutorado, realizados com outras instituições educacionais, cabe a estas prestar eventuais esclarecimentos e não à FGV, para quem o Prof. Decotelli atuou apenas nos cursos de educação continuada, nos programas de formação de executivos e não como professor de qualquer das escolas da Fundação. Da mesma forma, não foi pesquisador da FGV, tampouco teve pesquisa financiada pela instituição”, disse a instituição, em nota.

Decotelli não chegou a tomar posse no MEC. Sua indicação deve ser retirada por meio de publicação no Diário Oficial da União.

As informações são da Jovem Pan.

Por Portal Bueno

Venceslau Editor

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