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Morgan Howen

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Planos natalinos do Reino Unido custarão muitas vidas, alertam periódicos médicos

LONDRES (Reuters) – Duas das publicações de profissionais de saúde e medicina mais influentes do Reino Unido exortaram o governo nesta terça-feira a descartar os planos para amenizar as restrições contra a Covid-19 durante cinco dias perto do Natal para não criarem o risco de sobrecarregar o serviço de saúde.

Em seu segundo editorial conjunto em mais de 100 anos, o British Medical Journal e o Health Service Journal disseram que o governo deveria estar endurecendo as regras, em vez de permitir que três residências interajam durante cinco dias.

“Acreditamos que o governo está prestes a tropeçar em mais um erro grande que custará muitas vidas”, disse o editorial.

O texto argumentou que, longe de dar às pessoas a oportunidade de baixar a guarda no Natal, o Reino Unido deveria estar seguindo os exemplos mais cautelosos de Alemanha, Itália e Holanda, que acabam de anunciar restrições mais rígidas.

O Reino Unido já registrou 64.402 mortes de Covid, o segundo maior número da Europa.

O artigo veio um dia depois de o governo anunciar que, devido a uma disparada de casos, Londres entrará no nível de “alerta muito elevado”, o mais restritivo do sistema escalonado de regras da Inglaterra para tentar conter o vírus.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, também disse que o governo deveria rever seus planos natalinos, e o apelo dos periódicos médicos aumentará a pressão crescente para o governo mudar de curso. Até agora, ministros vêm refutando tais pedidos e enfatizando a necessidade de os cidadãos agirem com responsabilidade.

Os dois periódicos disseram que, a menos que se adote uma mudança de diretriz, o Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) enfrentará uma escolha difícil após o Natal: interromper os atendimentos seletivos e sem urgência ou ficar sobrecarregado de pacientes de Covid.

“O principal impacto de uma nova disparada de pacientes internados com Covid-19 provavelmente será sentido mais por aqueles com outros problemas”, disse o editorial.

O texto ainda afirmou que o governo demorou para impor restrições na primavera e novamente no outono, e o acusou de “desperdiçar dinheiro com um fracasso” ao gastar com abundância em um sistema nacional de rastreamento ineficaz.

“Agora ele deveria reverter sua decisão apressada de permitir a interação de vizinhos, em vez disso ampliar as escalas durante o período de cinco dias do Natal de maneira a diminuir os números antes de uma terceira onda provável”.

Por Estelle Shirbon

Venceslau Editor

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