Promotor especial analisará acusações contra presidente da Fifa e procurador-geral suíço

ZURIQUE (Reuters) – A Suíça nomeou um promotor especial para analisar ações criminais contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e o procurador-geral do país, Michael Lauber, depois que ambos realizaram reuniões fechadas enquanto o gabinete de Lauber investigava suspeitas de corrupção envolvendo a entidade que controla o futebol mundial.

Lauber se tornou no mês passado a primeira autoridade nacional desde a fundação da Suíça moderna, em 1848, a passar por um processo de impeachment, em decorrência do inquérito sobre o futebol.

O órgão que supervisiona os promotores federais suíços o colocou sob investigação no ano passado, após três reuniões a portas fechadas com o presidente da Fifa sobre o status do inquérito por corrupção.

Na sexta-feira, o órgão anunciou que os parlamentares que conduzem o processo de impeachment haviam solicitado que também fosse revisada a conduta de Infantino na investigação, depois que três queixas criminais foram registradas contra os dois e outras pessoas não identificadas com promotores na capital Berna.

Como resultado, o juiz Stefan Keller foi apontado como “promotor extraordinário” em 29 de junho para analisar as queixas e determinar se acusações criminais devem ser feitas contra Lauber.

A Fifa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O escritório de Lauber disse que estava ciente da nomeação do promotor especial, recusando-se a fazer mais comentários.

Lauber e Infantino negaram anteriormente qualquer irregularidade.

Venceslau Editor

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