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Wall Street e tecnologia impulsionam alta recorde em aluguel comercial em Manhattan

NOVA YORK (Reuters) – A escalada em Wall Street e um próspero setor de tecnologia levaram a taxa de desemprego em Manhattan a baixas recordes e impulsionou a locação de escritórios ao melhor primeiro semestre em 25 anos, segundo dados de uma consultoria imobiliária.

Novas locações de escritórios subiram para 1,7 milhão de metros quadrados nos primeiros seis meses de 2019, a primeira vez desde 1994 que o total de locações no meio do ano chegou a esse nível, segundo dados da Cushman & Wakefield.

O capital de risco está entrando em Manhattan, aumentando aluguéis no elegante distrito de Flatiron e em outras áreas da cidade. O movimento também tem impulsionado startups em Garment, que está cada vez mais repleto de opções de refeições rápidas, disse Zach Aarons, co-fundador e sócio da empresa de capital de risco MetaProp.

“Mais empresas de tecnologia estão entrando neste bairro a cada semana”, disse Aarons. “Há certamente mais capital de risco do que nunca entrando neste espaço, mais capital estratégico”.

Empresas de tecnologia com presença em Manhattan estão se expandindo. O Facebook está negociando 90 mil metros quadrados, ou mais, no novo distrito de Hudson Yards, informou a Crain’s New York Business há duas semanas.

As empresas se movimentam, já que a maior expansão de construção da cidade em décadas estimulou a mudança para a Hudson Yards, e 100 milhões de dólares em reformas em torres de escritórios na Sexta Avenida e em outras partes da cidade atraem novos inquilinos.

“É quase como um jogo de xadrez”, disse Richard Persichetti, principal pesquisador da corretora Cushman & Wakefield, em Nova York, referindo-se a como ocorre a atividade de locação.

“Por causa da nova oferta, houve um salto de desenvolvimento. Mas também vimos um salto para uma melhor qualidade”, disse ele.